14/09/2011

O Roteiro da peça está ai!!!

Quem quiser o roteiro como arquivo por email mande uma mensagem para: gaeju1a@gmail.com


Romeu e Julieta – Anos 60

Ato I 
Cena I
(Entram Sansão e Gregório)
Sansão: Gregório, não devemos levar desaforo para casa.
Gregório: Sim, eu sei.
Sansão: Você sabe que até um cachorro da casa dos Montecchios me deixa irritado.
Gregório: Se isso é verdade, se prepara que vem vindo dois deles.
(Entram Abraão e Baltasar)
Gregório: Tão encarando oque? Querem brigar?
Abraão: Eu? Não.
Sansão: Pois se quiser, estou bem aqui.
(Entram Benvólio – Montecchio- e Tebaldo - Capuleto.)
Benvólio: Oque está acontecendo? Parem já com isso!
Tebaldo: Não parem! Não iria perder a chance de baixar o sarrafo em vocês.
(Então um homem de cada casa, começa a brigar. E os cidadãos começam a se aglomerar).
Cidadãos: Mete a porrada Capuleto! Fora os Montecchios!
(Entram os Sr. E Sra. Capuleto, Sr. E Sra. Montecchio e o Príncipe.)
Príncipe: Parem já com essa briga! Quero saber quem foi que começou!
Benvólio: Quando cheguei já estavam se esmurrando.
Príncipe: Já chega! E não quero mais ninguém brigando. 
(Sai o príncipe e os outros, ficam apenas o Sr. e Sra. Montecchio e o sobrinho Benvólio.)
Sra. Montecchio: Onde está Romeu? Você sabe onde ele se enfiou?
Benvólio: Vi Romeu andando no bosque, sozinho.
Montecchio: Há um tempo que ele anda meio triste.
Benvólio: Tio, você sabe o por quê ?
Montecchio: Não, mas converse com ele.
(Saem Sr. e Sra. Montecchio e chega Romeu.)
Benvólio: Oi brother!
Romeu: Oi.
(Entra um criado dos Capuleto, e entrega um convite a Romeu.)
Criado: Leia! (Sai)
Benvólio: Que diabos é isso?
Romeu: Um convite para uma discoteca na casa dos Capuletos. Tá dentro?
Benvólio: tá falando sério?
Romeu: Claro!

Cena I
(Romeu, Mercúcio e Benvólio chegam á casa dos Capuletos.)
Romeu pergunta ao criado: Quem é aquele broto?
Criado: Não sei quem é.
(Tebaldo se aproxima)
Tebaldo: Aqueles são os Montecchios? Como ousam vir aqui?
Capuleto: Aquele é Romeu?
Tebaldo: É sim tio. Por quê?
Capuleto: Gosto dele. Deixe ele em paz.
(Romeu vai em direção a Julieta.).
Romeu: Qual é o seu nome broto?
Julieta: E porque eu te falaria?
Romeu: Adoro mulheres misteriosas. (beija a mão de Julieta)
(Antes de Julieta responder, chega a ama e Julieta sai.)
Ama: Aquela é Julieta, filha do Sr. Capuleto.
Romeu: Capuleto? Mas que maldição!
(Entra Benvólio)
Benvólio: Romeu, está na hora de irmos embora.
Romeu: tá bom.
(Saem os dois.).

Cena III
(Julieta volta e conversa com a Ama)
Julieta: Quem era aquele pão?
Ama: Romeu, filho dos Montecchio.
Julieta: Realmente o amor é um brincalhão.
(Fecha a cortina)

Ato II

Cena I
(Julieta está na varanda de seu quarto, quando Romeu aparece.).
Romeu: Julieta, é você?
Julieta: Romeu, é você quem está ai?
Romeu: Sim, gata.
Julieta: O que você tá fazendo aqui?
Romeu: Não consegui me afastar de você e voltei pra te ver.
Julieta: Que bom que sente o mesmo que eu. Pode me chamar de idiota, mas estou gamada em você.
Romeu: que felicidade, minha lindeza. Mas meu amor é bem maior que isso, mora? Meu amor, quer casar comigo?
Julieta: é claro. Que dia?
Romeu: Vou falar com o Frei e amanhã manda alguém que posso falar.
Julieta: Jóia, tenha uma boa noite, meu Romeu.

(No outro dia, Romeu foi falar com o Frei Lourenço.)
Romeu: Oi Frei, você pode celebrar a meu casamento com Julieta?
Frei: Venha com Julieta e lhes darei a benção.

(Enquanto Romeu só pensava em Julieta, Os Montecchios receberam um desafio dos Capuletos, do qual Romeu vai ter que responder).
Mercúcio: Onde Romeu se enfiou? Já procurei em todo lugar. Ele tem que baixar aqui, para poder brigar.
Benvólio: já falei com o pai dele e me disse que em casa ele não tá. Em quem ele vai bater? (irônico)
Mercúcio: Um tal Tebaldo, que é sobrinho da Dona Capuleto.
(Entra Romeu).
Romeu: Oque vocês estão falando de mim?
Mercúcio: Que se você não aparecesse logo ia rolar um bode. 
Benvólio: Onde você tava bicho?
Romeu: Resolvendo minha vida.
(Entra a Ama, que não tinha visto Romeu ainda). 
Ama: Benvólio! Mercúcio! Cadê Romeu?
Romeu: Seria eu?
Ama: preciso falar com você.
Benvólio: Acho que agora é a hora de dar no pé.
Mercúcio: Tchau!
(Benvólio e Mercúcio saem)
Ama: Tá, vamos ao oque interessa. Julieta me mandou vir aqui para falar com você. Você sabe que ela está gamada em você, então se ferir ela tá ferrado!
Romeu: Também estou vidrado nela. Agora me ouve, você vai dizer pra ela ir ao frei se confessar e ele vai casar a gente. 
Ama: Jóia, ela vai tá lá.
(A ama vai embora).

ATO II
Cena V
(Julieta está esperando a ama).
Julieta: já era pra ama ter chegado. (ansiosa)
(Chega a ama)
Julieta: finalmente você chegou! Para de lerdeza e me conta tudo!
Ama: Afê, que pressa! (a ama se senta) Calma, estou sem ar!
Julieta: Se tivesse sem fôlego não conseguiria dizer que está sem ar! Diga. (imponente).
Ama: Você pode ir se confessar?
(Julieta acena que sim com a cabeça).
Ama: então vai lá se confessar e depois é só juntar os trapos. Mas vai na surdina.
Julieta: Valeu!
(Saem).

Cena VI
(Na Igreja. Entram o Frei Lourenço e Romeu. E logo chega Julieta).
Julieta: Bom dia, Frei. Oi amor.
Frei: Vamos deixar de papo furado e vamos logo ao que interessa.
(Assim Romeu e Julieta se casam).

ATO III
Cena I
(Estão em uma praça, Mercúcio, Benvólio e um criado).
Benvólio: Mercúcio, vamos vazar daqui, porque se aparecer algum Capuleto...
Mercúcio: Se aparecer algum Capuleto aqui eu vou simplesmente, descer o sarrafo neles. E é só isso.
Benvólio: mas a luta é de Romeu e não, sua. Vamos embora!
(Entram Tebaldo e outros Capuletos)
Tebaldo: Bom dia maricas, estão querendo ir embora? Fiquem vai ser divertido.
Mercúcio: também acho que vai ser muito divertido.
Tebaldo: não é com você que eu quero brigar.
(Entra Romeu)
Mercúcio: Você está me deixando invocado!
Tebaldo: Fica relax ai! Quem eu quero acabou de chegar.
Romeu: e porque você quer brigar comigo? Oque eu te fiz?
Mercúcio: Romeu, você não deu, mas eu estou louco para dar os tais motivos. (puxa um canivete).
Tebaldo: você quer brigar comigo?
Mercúcio: não, tirei o canivete só para te mostrar! (irônico)
Tebaldo: Você tá avacalhando com a minha cara? Vem pra cima!
(Tebaldo e Mercúcio começam a brigar e Mercúcio sai ferido).
Benvólio: Alguém chama o medico!
Romeu: Aguenta firme, bicho!
(Benvólio leva Mercúcio para onde o médico está).
Romeu: Agora Tebaldo mexeu com o cara errado, e isso só vai custar a ele, a vida. Tebaldo! Você queria briga, agora você vai ter! Você matou meu amigo, agora ou eu ou você vai fazer companhia a ele!
Tebaldo: Então, você tá pronto pra ver ele de novo? (com cara de cínico).
Romeu: Vamos ver! Cai pra dentro!
(Eles brigam, e Tebaldo morre).
Benvólio: Brother, foge. Antes que o príncipe chegue ai você tá ferrado. Foge!
(Romeu vai embora, e a multidão começa a se aglomerar para ver oque aconteceu).
(Entra o príncipe com o Sr. e Sra. Montecchio, e o Sr. e Sra. Capuleto)
Príncipe: esse povo parece que não me ouve. Quem desobedeceu minha ordem?
Benvólio: Pô bicho, a história foi assim: ali, tá Tebaldo que Romeu apagou por ter matado Mercúcio. Mora?
Senhora Capuleto: oque? Aquele... aquele... aquele Montecchio apagou o meu sobrinho? Quero justiça, príncipe. Quero Romeu morto.
Príncipe: quem começou tudo, Benvólio?
Benvólio: foi Tebaldo e Mercúcio, ai Tebaldo matou Mercúcio, Romeu se invocou e matou Tebaldo, pra se vingar.
Senhora Capuleto: isso é pura abobrinha, ele está fazendo com que o lado dele fique como inocente.
Príncipe: silêncio, os dois. Já tirei minhas conclusões. Decidi, que é melhor banir Romeu, pois se ele aparecer aqui a confusão vai ser maior.

Cena II
(No jardim dos Capuleto, Julieta está pensativa, quando a ama aparece apreensiva).
Julieta: Oque aconteceu?
Ama (assustada pela cena que viu): Sim! Estamos ferradas! Ele morreu. Eu o vi caído em seu próprio sangue.
Julieta: desembuche logo. Quem morreu?
Ama: Tebaldo, o pobre Tebaldo.
Julieta: Calma, eu não entendo. Oque isso tem a ver com meu Romeu?
Ama: Foi Romeu quem matou Tebaldo.
Julieta: porquê?
Ama: bem, não sei direito, mas, só sei que Romeu foi banido. Ele teve oque mereceu.
Julieta: Se enxerga ama. Ele é meu marido, e se você não enxerga que se ele não tivesse matado Tebaldo, Tebaldo teria apagado ele. Antes Tebaldo, do que meu marido. Onde estão meus pais?
Ama: estão lá, lastimando a morte do parente. Você vai lá?
Julieta: não, vão me chamar de fria, não estou com nenhuma vontade de chorar, eu fingir um choro. Apenas tente achar Romeu.
Ama: já até sei onde ele pode está.
(Saem).

Cena III
(Na capela de Frei Lourenço).
Frei: vem cá Romeu, seu frouxo. Você e as confusões se atraem, isso já é um fato.
Romeu: me diz logo, qual foi minha pena?
Frei: tenho uma única palavra pra você. Exílio. E dependendo do ponto de vista, isso é bom. Afinal, o mundo é muito grande.
Romeu: Pra que serve um grande mundo, se nele não tem Julieta? Meu mundo é Julieta.
(Batem na porta)
Frei: se esconde logo Romeu. Se você for visto aqui estamos mortos.
(Romeu se esconde).
Frei: quem é que está ai?
Ama: sou eu a ama de Julieta.
(Entra a ama).
Ama: oi Frei, cadê Romeu?
Frei: está escondido. 
Romeu: Finalmente, vou poder mandar algum recado pra Julieta.
Ama: na verdade, ela te mandou um recado. Ela quer ver você. 
Romeu: Certo, ao anoitecer vou ir vê-la.
(Saem.)

Cena IV
(em uma reunião na casa dos Capuletos, Páris foi pedir a mão de Julieta). 
Sr. Capuleto: quer dizer que você quer casar com a minha filha?
Páris: eu sei que esse não é o melhor momento, mas eu acho que ela ficaria mais feliz depois do casamento, eu até faria ela esquecer a morte do parente. Aliás, meus pêsames.
Sra. Capuleto: Acho que você não vai ser capaz de fazer isso.
Sr. Capuleto: mulher, eu gostei da ideia dele. Está feito, que vai ser?
Páris: você é quem decide. 
Sr. Capuleto: então será na quinta. Tudo bem?
Páris: tudo ótimo. Agora vou dar no pé, antes que fique muito tarde. Tchau, futuros sogros.
Sra. Capuleto: vou subir e contar a Julieta.
(a senhora Capuleto entra no quarto de Julieta assim que ela termina de conversar com Romeu na varanda).
Senhora Capuleto: Filha, oque você tá fazendo na janela? Tanto faz, vamos deixar de besteiras e vamos falar da nova notícia.
Julieta: qual mamãe?
Senhora Capuleto: Quinta-feira, você vai juntar os trapos com Páris.
Julieta: Oque? Eu não gosto dele. E não vou me casar.
Senhora Capuleto: Então fala isso pro seu pai. Já tenho muita coisa na cabeça para me preocupar.
(Sai a Sra. Capuleto e entra a ama).
Julieta: Ama estou ferrada! Meu pai quer que eu case com Páris. Mas não posso, já sou casada com Romeu. Eu amo Romeu, não Páris. 
Ama: você tá esquecendo que Romeu foi banido, assim, você pode casar com Páris. Sem problemas.
Julieta: você tá falando sério?
Ama: muito sério.
Julieta: gostei da sua ideia. Vou pensar.
(sai a ama).
Julieta: Mas como uma pessoa pode ser tão cobra? Meu Deus, eu estou numa cova de leões. Preciso falar com o Frei, ele tem que ter alguma alternativa.

ATO IV
Cena I
(Capela de Frei Lourenço. Entram o Frei e Páris).
Frei Lourenço: mas, para que ser tão cedo? Na quinta? 
Páris: Eu quero casar, mas quem escolheu a data foi meu futuro sogro.
Frei Lourenço: E Julieta? Oque ela quer? Não gosto disso.
(neste momento entra Julieta).
Páris: oi amorzinho.
Julieta: tá biruta? Só me chame assim quando você for meu marido.
Páris: então, quinta-feira, eu vou poder te chamar assim, amorzinho.
Julieta: é o que veremos!
Páris: você veio se confessar pro casamento?
Julieta: se eu falasse alguma coisa para você estaria me confessando, mas para a pessoa errada. 
Páris: Mas não esquece gata, de dizer que ama.
Julieta: se eu te amasse eu diria pra você, (à parte) babaca.
Páris: então é só você dizer, que eu também digo, mora?
Julieta: Que pena de você, vai morrer querendo, por que, EU NÃO TE AMO!
Páris: assim você me ofende.
Julieta (irônica): a verdade te ofende? Se não queria ouvir a verdade, teria ficado de bico fechado! (ao frei) Frei, preciso conversar com você!
Frei: Páris, que tal você ir embora? 
Páris: jóia, até quinta. Beijo, amorzinho. (Sai).
Julieta: Frei, nem que a vaca tussa eu caso com esse idiota! Prefiro morrer!
Frei: Calma mulher, eu tenho uma ideia.
Julieta: manda brasa então!
Frei: Então o plano é o seguinte. (seguem as seguintes cenas). Amanhã você vai vir aqui como se viesse me ver antes do casamento, e então vamos comprar uma poção em uma boticária amiga minha, essa poção vai fazer você parecer morta. E então você vai poder fugir com seu Romeu.
Julieta: eu não viveria sem você. Obrigada. Então até amanhã.
(Saem).

ATO V
Cena I
(Já era a hora do casamento, e todos esperavam ansiosos, até que Páris apareceu na porta da igreja e foi entrando para o altar, quando se ouve um grito, era a ama).
Ama: meu Deus, que zica é essa que tá nessa família? Primeiro um parente próximo depois a filha. 
(E Julieta estava lá, caída, com um pote vazio de veneno nas mãos. E assim começa o pandemônio de choro e lástimas).

Cena II
(Romeu fica sabendo da morte de Julieta, e então vai vê-la com pressa). (Clima de drama).

Cena III
(Romeu chega à Capela, e encontra Julieta desmaiada pela poção).
Romeu: Porque você fez isso? Não quere viver sem você, acorda! (E então, pega o canivete, e se mata. Quando Julieta acorda, vê Romeu morto, ao seu lado, então pega o mesmo canivete, e então o enfia em seu coração). (Chegam os Montecchios, os Capuletos, o Príncipe e o Frei).
Senhora Capuleto: Oque aconteceu aqui?
Frei: vocês com a briga eterna entre as casas, optaram pela morte dos filhos de vocês. É um amor que vai com eles pra sempre.

4 comentários:

  1. nossa, eu levei um tempão procurando esse roteiro, não achava em lugar nenhum, valeu vcs salvarão minha pele.

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  2. Muito obrigado por fazer esse site eu adoroooo coisas assim, eu estava fazendo uma matéria sobre romeu e julieta para o jornal Folha de São Paulo eu ja tive até e londres procurando uma boa noticia para o jornal e nem sabia que podia encontrar td aqui, muito obrigado mais uma vez, eu acho que vc vai adorar saber que eu sou uma das jornalistas mais importantes do mundo.
    bjs Emilly

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  3. esta sit e otimo tem tudo que eu presiso voce dono esta de parabens

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  4. O texto é ótimo, porém, existem pessoas ridículas que usam a internet para dizer que são alguém e esconder a vida miserável e infeliz que levam...

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